O Brasil permanece como um dos maiores produtores e exportadores de soja do mundo. Para manter essa posição de destaque, o manejo fitossanitário das lavouras tem se tornado cada vez mais essencial, especialmente diante de condições climáticas adversas e das constantes mudanças no comportamento de pragas, doenças e plantas daninhas.
Nas últimas safras houve redução na ocorrência de alguns problemas tradicionais, como a ferrugem asiática, graças a fatores climáticos específicos e à adoção de práticas de manejo mais eficientes. Por outro lado, outras pragas têm exigido maior atenção, muitas vezes em função da mudança no uso de insumos e da aplicação de produtos mais específicos, o que pode favorecer o surgimento de inimigos que antes eram considerados secundários e impactar a produtividade.
Luiz Henrique Marcandalli, ressalta que essa redução de problemas históricos reflete a combinação entre clima favorável e estratégias de manejo diversificadas, mas que novas pragas vêm ganhando relevância no campo.
Outro desafio apontado é o avanço da resistência de plantas daninhas a herbicidas amplamente utilizados, como o glifosato, o que reforça a necessidade de estratégias mais variadas de controle. Além disso, percevejos e doenças de final de ciclo seguem como ameaças importantes à cultura, exigindo monitoramento constante e decisões técnicas bem estruturadas ao longo da safra.
Marcandalli destaca ainda que o amplo portfólio de formulações registradas no país contribui para o desenvolvimento agrícola, reforçando o compromisso com a produtividade, a rentabilidade dos produtores e um manejo fitossanitário mais responsável e sustentável.
fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias/brasil-reforca-atencao-ao-manejo-fitossanitario-da-soja_510207.html